• Equipe Jardim Secreto

Coletividade, por definição

A palavra mais dita por nós nesse 2018 que tanto nos mostrou a importância urgente da conexão presente, a união de iniciativas que acreditam no futuro.

Compartilhar ideias, acreditar na construção em grupo, legitimar a divisão de direitos e deveres igualmente. Esses deveriam ser tópicos de algum tipo de matéria obrigatória na escola.


Registro da Feira Jardim Secreto, 15/12/2018. O dia mais importante do projeto é o dia da Feira!

O ser humano não é criado para viver sozinho, isolado. Somos indivíduos e temos nossas peculiaridades, mas somos também complementares, crescemos se estamos juntos e com apoio tudo evolui melhor.


É visível a diferença da velocidade e da qualidade democrática de qualquer coisa criada de forma coletiva. Mesmo com a necessidade de uma liderança, qualquer sociedade deveria privilegiar as decisões democráticas e horizontais acima de vontades individuais.

É também comum no ser humano a vontade de ser reconhecido, de ser tomado pelo ego e esquecer que a união deveria ser a protagonista para o caminho em direção de um mundo mais justo.


Sabendo de tudo isso, é quase que uma obrigação básica que projetos ligados à mudança, à resistência, à transformação tenham como base a luta pela igualdade.

Não existe qualquer outro caminho que mantenha a coerência a não ser esse, para um mundo mais consciente.


Gladys e Claudia na Praça Dom Orione, dias antes da última edição da FJS de 2018.
O mundo e seus problemas diversos precisam de pessoas, projetos, grupos, instituições, que olhem para o todo pelo todo!


Somos do lado de cá duas mulheres, que acreditam no poder do coletivo, no poder da transformação de hábitos, do mais simples ao mais complexo em busca desse despertar que não tem volta. Vimos obstáculos que foram difíceis de aceitar, num mundo onde pessoas de determinadas classes sociais e gêneros precisam provar o dobro seu valor. Não que fosse algo novo de se ver, mas viver isso é algo que marca nossa história e nos motiva a crer cada vez mais que o mundo como conhecemos precisa mudar hoje!

Vimos de perto (e inúmeras vezes) a vontade de lutar pelo reconhecimento individual como algo superior à qualquer outro objetivo coletivo. Sentimentos esses que afastam pessoas e projetos de seus principais caminhos e muitas vezes os tiram de seu percurso de forma definitiva.


Para evitar esse desvio, é fundamental que todo grupo que se forma tenha em mente que todos ali possuem uma voz e que cada ponto de vista deve ser levado em consideração para elaborar resoluções e decisões. Agora, não existe a possibilidade desse caminho ser simples em uma sociedade como a que vivemos. Somos bombardeadas desde muito cedo a termos nosso próprio caminho, a superar o outro e não a nós mesmos, a nos compararmos com o outro ao invés de olhar para nossa história e trajetória. Toda pessoa deveria ter como foco de superação suas próprias limitações, e não as vitórias do outro. Essa forma de ver o mundo é extremamente tóxica e nos leva a caminhos nada proveitosos, saudáveis nem satisfatórios. É uma ilusão acreditar que sozinha se chega à algum lugar melhor que o outro, e que isso deve ser motivo de celebração.

Registro da primeira exposição coletiva de artistas têxteis na Casa Jardim Secreto

O mundo e seus problemas diversos precisam de pessoas, projetos, grupos, instituições, que olhem para o todo pelo todo! Em uma era onde muitos assuntos e lutas estão sendo levantados como nunca na história: feminismo, movimento negro, democracia, defesa dos animais, sustentabilidade, é preciso mais do que nunca olhar o para macro. Por mais que seja no micro que se começam grandes movimentos e mudanças, nada se sustenta sem um chão sólido no percurso, chamado igualdade.


O caminho é longo, mas a busca e a vontade de transformar são maiores.

O futuro é coletivo!

© 2018 CRIADO E DESENVOLVIDO POR STEHANTONOFF

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